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|  O vídeo que podem ver aqui é da responsabilidade dos alunos do 8ºC da EBICC e dos professores MF (coordenador do Clube de Cinema e Vídeo) e SM.
A partir da dramatização de algumas anedotas sobre Educação fizeram um filme extraordinário que provocou risos do princípio ao fim. Aos actores de "CSI -CROMOS SOB INVESTIGAÇÃO" e aos professores que souberam despertar o que há de melhor em cada um de vós, os parabéns!! |
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|  A propósito de algumas coisas:
- o tempo que passou sem editar este podcast
- o estudo do diário como tipologia textual, a análise do tom da sua escrita
- a leitura do exemplo do "Diário de Zlata Filipovic" a partir dos excertos apresentados no "Prof. Teresa"
- a aquisição de um gravador digital destinado às entrevistas e às aulas (vai ser mais fácil gravar os comentários áudio dos aluno: 1. gravar; 2. transformar ou não, em mp3, publicar pelo podcast, pela odeo,...)
Decidi ler, sem cuidados especiais, um excerto do mesmo. A qualidade não está má de todo.
E vocês, ouviram e compreenderam? |
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|  A minha leitura dos dois primeiros parágrafos do Capitulo I do pequeno grande romance de Jorge Amado "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, uma história de amor" que começo esta semana a estudar com os meus alunos do 8º ano.
A música é "Dance of the flames" do album Budha Bar Nature. |
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|  Só hoje vi um comentário anterior que solicitava um ficheiro com este poema. Penso que não seria este mas... esta declamação de João Villaret é, de facto, extraordinária e aqui fica. Um bom exemplo para os alunos, pelo menos.
CÂNTICO NEGRO
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!
José Régio |
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|  Leitura dos primeiros parágrafos do belíssimo conto de Eça de Queirós tendo por fundo musical uma interpretação do concerto para violino de Sibelius por Nigel Kennedy. |
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|  Ary dos Santos
Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.
(Música: "Sky in the evening" de Kevin Kern) |
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|  Imagem:
"Vasco da Gama na Ilha dos Amores"
de Vieira Portuense [1765-1805] |
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|  [azulejo de Sabina Direitinho] |
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