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Era mais um dia de Verão banal. Não fora os cetáceos esfomeados que resolveram fazer uma visita na praia onde o inspector Teixeira tomava o seu habitual capilé. Nisto surge o "Bloody" Sam que tinha acabado de mandar o William Holden imolar-se numa orgia de sangue, pólvora e chumbo. Acaba tudo num verdadeiro banho com sangue. Um programa multiplamente conexo.
Sons: Excertos dos filmes:
- De Sam Peckinpah
- De Tod Browning
- De Eduardo Arozamena
Início de um episódio da série Secrets of the Scotland Yard (anos 50). Som de um mergulho subaquático com tubarões perto. Anúncio dos arquivos da rádio (RTP).
Música desde as Trobairitz do séc. XIII até György Ligeti.
Locução: Inês Forjaz, Luís Ramos & António Almeida.
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Há quem diga que é a raíz de todo o mal. Principalmente se se é destituido. Há quem diga que é a raíz de todo o bem. Principalmente se se é abonado. Não traz a felicidade dizem uns. Mas ajuda muito dizem outros. Desde os alqueires de cevada dos Sumérios até ao intangível de um pedaço de plástico dourado o dinheiro tem sido simultaneamente um dos principais agentes e a vítimas das mudanças do humano. O mundo do dinheiro é cada vez mais complexo e as características requeridas para nele sobreviver são cada vez mais exigentes. O avaliar o dente do cavalo foi substituido pelo algoritmo da trading station. Uma breve incursão nos domínios dos marchés financeiros.
Sons: Excertos dos Documentário Money Love , George Soros fala dos crashs e da sua política de investimento, som ambiente em várias bolsas por esse mundo fora. Relato do combate de box entre Joe Louis e Max Schmeling (1936). Som de um caixa automático multibanco.
Música de Anthonello de Caserta, Igor Stravinsky, Heiner Goebbels, Giuseppe Verdi, Raimond de Miraval, George Frideric Handel, Giovanni Girolamo Kapsberger, Hildegard von Bingen e Monty Pyhton.
Locução: Inêz Forjaz
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Mais espesso que a àgua é o fluido que nos corre nas veias e artérias. Sempre o sangue convocou todos os demónios e deuses que o homem criou. Até recentemente se julgava o depósito de humores que afectavam a nossa disposição. A sangria era coisa comum e recurso primeiro no arsenal terapêutico do praticante até ao séc. XIX. Cumpre funções essenciais no organismo: fornece oxigénio aos demais tecidos; transporta nutrientes; rejeita detritos; transporta hormonas; elimina corpos estranhos e torna-nos imunes aos seus efeitos nocivos; regula a temperatura do corpo; tem funções hidráulicas várias. O sangue num perspectiva radiofónica científica.
Sons: Vários sons de ambientes industriais obtidos no Freesound.
Cenas do filme Psycho de Alfred Hitchcock.
Música: G. F. Handel, Anon, François Collin de Blamont, Miguel de Fuenllana, Hildegard von Bingen, Jean-Baptiste Forqueray, Monsieur de Sainte Colombe J S Bach e Anon.
Locução: Inêz Forjaz & António Almeida.
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Eis a última prestação do programa que fiz para uma das madrugadas da Antena 2.
Sons: Excerptos do programa Há uma só Terra sobre a reforma Agrária e a construção do socialismo, com locução de Luís Filipe Costa. Som da chuva num telheiro de zinco. Som de um trovão e da chuva. Som ambiente no Casino de Lisboa em Junho de 2006.
Música: Chris Rea e Mokave.
Locução: Inês Forjaz.
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A terceira prestação do programa que fiz para uma madrugada da Antena 2.
Sons: Novamente o cortês Engº Sousa Veloso e o seu TV Rural fala sobre a seca. Desta vez com um agricultor proactivo que quer construir uma pequena barragem. Som de um programa característico do período revolucionário em Portugal, vituperando o capitalismo e outras coisas feias como o imperialismo e outros ismos; apresentação de Luís Filipe Costa. Excerto do lado B do LP Atmospheric Distortions dos Kangoroo Court. Sons de trovoada obtidos no freesound. Sons avulsos gravados no campo luso.
Música: de Chris Rea.
Locução: Inês Forjaz.
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A segunda parte do programa que fiz para uma das madrugadas da Antena 2.
Sons: Uma emissão do programa Grande Reportagem da RTP com uma travessia do Sahara capitaneada por Miguel Sousa Tavares e narrada por António Santos. Uma peça de criação radiofónica "roubada" à arteradio sobre o deserto. Sons avulsos captados no campo luso.
Música: de Chris Rea.
Locução: Inês Forjaz.
Detalhes no guião
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Durante certo tempo tive uma colaboração modesta com as madrugadas dois ao quadrado da Antena 2. Está mais que na altura de publicar as minhas colaborações. Assim surgirão aqui durante as próximas duas semanas o que fiz para essas madrugadas.
Eis a primeira parte de uma história estranha que tem a Inês Forjaz como narradora. O titulo: O Sol é para os ingleses.
Sons: O saudoso e simpático Engº Sousa Veloso no seu TV Rural a falar sobre a seca. Uma canção Tuareg. Uma emissão do programa Grande Reportagem da RTP com uma travessia do Sahara capitaneada por Miguel Sousa Tavares e narrada por António Santos. O Muezzin a chamar os fiéis para as orações. O escritor Jean Giono fala sobre o Sol e o clima. Som do mar captado no Monte Estoril (Cascais).
Música: de Chris Rea e Hector Zazou.
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A incapacidade de resistir a impulsos. A força nos números. A hiper-especialização e a concomitante hiper-eficiência. A facilidade na reprodução. A obediência a um desígnio pré-determinado. Isto são os insectos. E os humanos? O que nos separa deles? E se a genética, o evolucionismo, e os nossos ideais obram para que nos recombinemos com os insectos?
Ficha técnica
- Abelha & Borboleta: Diana Costa e Silva
- Cigarra & Mosca: Susana Branco
- Grilo & Louva-a-Deus: Susana Lourenço
- Barata: Lúcia Caixeiro
- Locutora: Alexandra Corvela
- Narrador: Humberto Boto
- Dr. Tintinabuli, autoria & realização: António Almeida
Uma ficção radiofónica não científica acerca de uma colónia de insectos avantajados situada num continente de um planeta telúrico de nome de:
Aviso: Por razões alheias à minha vontade, a segunda emissão da peça não será sonorizada por mim. A outra é uma em que apenas participo como autor e comediante.
Em breve adicionarei o guião. |
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Um programa quase só musical. Para além de umas gracinhas iniciais.
Sons:
Música desde Peire de la Caravana (séc. XII) até Heiner Goebbels (1959).
Locução: Inês Forjaz.
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Mais espesso que a àgua é o fluido que nos corre nas veias e artérias. Sempre o sangue convocou todos os demónios e deuses que o homem criou. Até recentemente se julgava o depósito de humores que afectavam a nossa disposição. A sangria era coisa comum e recurso primeiro no arsenal terapêutico do praticante até ao séc. XIX. Cumpre funções essenciais no organismo: fornece oxigénio aos demais tecidos; transporta nutrientes; rejeita detritos; transporta hormonas; elimina corpos estranhos e torna-nos imunes aos seus efeitos nocivos; regula a temperatura do corpo; tem funções hidráulicas várias. O sangue numa perspectiva radiofónica documental.
Sons:
- Entrevista com a Professora Adélia Sequeira sobre hemodinâmica.
- Excertos de um programa Panorama emitido na RTP sobre o sangue.
- Sons de arquivo vários sobre o sangue/li>
- Excerto de uma gravação circa 1950 sobre educação sexual versando o tema da menstruação.
- Excerto de um Roving Report sobre sacrifícios humanos na Índia
Música: Martín Codax (séc. XIII), Johann Sebastian Bach (1685-1750), Giacinto Scelsi (1905-1988), Giovanni Felice Sances (ca. 1600 - 1679), Johannes Lefebure (sécs. XV-XVI) e François Couperin (1668-1733).
Locução: Inês Forjaz.
Agradecimentos: Professora Adélia Sequeira.
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O fim de uma coisa é simultaneamente triste e alegre. Triste porque essa coisa que cresceu em nós vai deixar de ser. Alegre porque ao deixar de ser, abre espaço para que outra coisa nasça no seu lugar. Foram 29 programas. 29 é um número primo. Primo: a primeira parte; a fase primeira; o princípio ou abertura.
Ethan Edwards afasta-se e a porta fecha-se. Tinha-se aberto há 115 minutos. Vai retomar a estrada para Ixtlan, que continua ali, onde sempre esteve: em lado nenhum. Fim.
Sons:
- Discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford a 12 de Junho de 2005.
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- Os seguintes sons obtidos no Freesound:
- Multidão num teatro romano
- O barco MS Finmarkken a entrar no porto de Bergen na Noruega, num dia de nevoeiro: aqui e aqui.
- O barco Lofoten a entrar no porto de Bergen, Noruega, num dia de nevoeiro.
- Arnold Schwarzenegger como o andróide Terminator do filme do mesmo nome de James Cameron.
- John Wayne como Ethan Edwards no filme The Searchers (1956) de John Ford e ainda os momentos finais do mesmo filme.
Música: de Paolo da Firenze (ca. 1355-1436), Heinrich Biber (1644-1704), Johann Sebastian Bach, Louis Caix d'Hervelois (ca. 1670- ca. 1760), Francesco Landini (ca. 1325-1397) e Anon.
Locução: Inêz Forjaz, Luís Ramos e António Almeida.
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Um programa exclusivamente musical. Destaque para a última peça. A leitura do poema Lettre à son frère de Théophile de Viau (1590-1626) por Eugène Green acompanhado na teorba por Vincent Dumestre interpretando o minueto em Sol menor de Robert de Visée (ca. 1650-1725).
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Um programa à procura daquele que é sem dúvida o mais original dos cineastas da Nouvelle Vague: Jean-Luc Godard. O cinema é muito mais que a imagem. É som, as próprias imagens podem ser entendidas como sons. A Arte acontece quando esse som que ouvimos ressoa em nós. Parafraseando Godard, o som é uma criação pura do espírito. Um som não é forte porque é brutal, mas porque há uma associação distante de ideias entre o que ouvimos e o que é a nossa percepção da realidade.
Música: Desde a tradição da música sefardita, até György Ligeti e a sua Musica Ricercata, passando por Antoine Forqueray, Orlando di Lasso, e outros.
Sons: Excertos do CD Les Ecrans Sonores de Jean-Luc Godard, e do filme JLG/JLG autoportrait de decembre. E ainda sons do mar, e de motociclos obtidos no freesound archive: BMW e outros.
Locução: Inês Forjaz & António Almeida.
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The appreciation of art is a true marriage of
minds. And in art, as in marriage, lack of
consummation is ground for annulment.
Mark Rothko
Foi há 100 anos que o canadiano Reginald Fessenden se aventurou na primeira emissão de rádio propriamente dita. Era o dia 24 de Dezembro de 1906. E no Massachussets ouviu-se rádio pela primeira vez. Rádio pensada para ser ouvida por outrém. Aí surgiu aquilo que distingue a rádio dos demais meios: a sua intimidade. A rádio é um casamento que se consuma no nosso ouvido. Boda e núpcias simultâneas. Com o encanto e abandono de recém-casados este programa canaliza para a sua volúpia-voluta auditiva os detalhes íntimos. O rádio às avessas com música às direitas.
Sons:
- Genérico do programa Em nome do Ouvinte de José Nuno Martins
- Um doente do Júlio de Matos conforme registado pelo programa da RTP2 Portugalmente em 1998.
- Excertos dos filmes The Third Man de Carol Reed com Orson Welles e de Mr. Arkadin também com Welles e dirigido por ele.
- Excertos da peça The War of the Worlds dirigida por Orson Welles com o seu Mercury Theatre on the Air.
- Excertos da leitura de Almada Negreiros do seu Manifesto Anti-Dantas.
- Sons de arquivo relacionado com a guerra colonial incluindo mensagens de soldados às famílias.
- O Cardeal Cerejeira faz uma alocução por ocasião da inauguração do Panteão Nacional.
- Excerto de um programa do provedor do Ouvinte da RDP em que o O Ouvido de Maxwell é referido como um mau exemplo de rádio.
- Excertos do album Atmospheric Distortions do grupo Kangaroo Court.
- Sons de emissões de rádios da Nova-Zelândia, do Lichtenstein de Aruba, e da Etiópia
- Som de arquivo dos anos 50 em que Jorge Alves tenta falar com Orson Welles hospedado no Hotel Ritz em Lisboa.
- Yann Paranthöen fala sobre a rádio com Daniel Mermet no programa Là-bas si jy suis.
Música de Josquin Desprez, Salvatore Sciarrino, George Frederic Handel, Johann Sebastian Bach, Claudio Monteverdi, Mateo Flecha (el viejo), Anon e Thomas Morley.
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Locução de Inês Forjaz e Cristina Cunha. |
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Dizem os apóstolos do progresso que as Inquisições são coisa do passado. Que hoje vivemos em plena liberdade de expressão. Será? Não estarão os inquisidores no meio de nós e mais zelosos do que nunca? Não serão as Inquisições agora muito mais subtis, donde muito mais perigosas? Música de compositores perseguidos por elas e de locais onde as mesmas estiveram muito activas, com muitas perguntas entremeadas.
Sons do filme Johnny Guitar de Nicholas Ray. Sons de estaleiros de construção civil obtidos no freesound archive.
Música de Peggy Lee & Victor Young, John Baldwin, Elway Bevin, Heinrich Biber, J.S. Bach, Nicolas Rogier, Dmitri Shostakovitch, Joanne Metcalf, Anon e Tradicional da Noruega.
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Interpretação
- Feiticeira: Sónia Correia
- Mercador de peles: Bernt Simen Lund
- Mercador Judeu: Jacob de Graaf
- Verdugo: Inês Forjaz
- Bispo: António Carrilho
- Inquisidor: António Almeida
- Narração & dobragem: Inês Forjaz
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