[o] radio éter [o]
música em copy > paste e temas pertinentes para quem não tem mais o que fazer ...unite and take over!
Última actualização: 6, Setembro 2008
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episódio 66 - v.i.p. singstar
  15, Agosto 2008 - 11:47 - 31 MBytes (download)
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espero que estejam todos relaxados a passar as férias num sítio paradisíaco, sem preocupações e longe de tudo, enquanto nos mantemos por aqui fechados num escritório 8 horas por dia (ou talvez um pouco menos,uma vez que o chefe está para fora). a redacção odeia-vos! aqui há atrasado (adoramos esta expressão), preparávamos um episódio de covers e surgiu-nos uma mão-cheia de covers por actores conhecidos na praça. começando esta semana a ter uma quantidade apreciável, alinhavávamos o episódio quando descobrimos no blitz (leitura habitual de praia) um artigo acerca do assunto, sob o pretexto do lançamento do disco de scarlett johansson. a primeira reacção foi 'bolas! roubaram-nos a ideia', mas as músicas continuavam disponíveis no disco rígido, pelo que achámos por bem despachá-las o mais rápido possível, antes que isto se torne um assunto recorrente nos 'media' e o nosso público mais atento nos acuse de falta de imaginação. por outro lado, quisemos dar o toque de midas da éter, publicando unicamente covers interpretadas por actores, no seu part-time musical. em jeito de karaoke dos famosos - fica a ideia para a festa socialite no sasha summer sessions - a escolha parece ainda assim coerente. queira o respeitável auditório pronunciar-se: . jennifer love hewitt - me and bobby mcgee (popularizada por janis joplin) - preferimo-la de boca fechada, a fazer o papel da coitadinha que fala com os mortos. apesar de se notar a qualidade dos pulmões, acaba por não revelar todas as suas potencialidades em formato cd - mal (como actora) por mal (como cantora), pelo menos que se veja. . zooey deschanel & m ward (she & him) - bring it on home to me (cover de sam cooke) - citada em vários blogs como um dos (raros) bons exemplos da combinação teatral/vocal, não lhe conhecemos a obra além desta cover de uma música menos conhecida - a analisar a fundo. . scarlett johansson - boys don't cry (original dos the cure) - uma desilusão no disco com tom waits, esperávamos que esta cover dos cure salvasse a honra do convento mas... não. como intérprete divide a crítica, mas não recolhe a preferência da éter. . david hasselhoff - how deep is your love (original dos bee gees) - no seu disco 'david hasselhoff sings america' não se limita a escolher temas óbvios do cancioneiro americano, interpreta-os de forma degradante e... ainda ganha dinheiro com isso. além disso vai um passo mais longe sendo um péssimo actor, um medonho cantor e fazendo uns videoclips de fugir - forte próximo candidato a mayor da california. . minnie driver - hungry heart (original de bruce springsteen) - adoramos minnie driver pelos filmes que foi fazendo. aparece aqui com uma versão simples, singela, mas cheia de sentimento. . ewan mcgregor - your song (original de elton john) - apesar de ewan ter outras músicas noutros filmes (por exemplo velvet goldmine) não podíamos deixar de incluir aqui uma música de moulin rouge, um dos filmes recentes (?) que melhor ilustra a tónica deste episódio. . julliette lewis and the licks - rid of me (original de pj harvey) - juliette já teve melhores dias e, depois de 'natural born killers' e 'strange days' perdeu-se algures no caminho. aqui com uma cover de pj harvey tenta reassumir-se como cool, mas o pessoal já não lhe liga muito. . rupert everett - i say a little prayer (original de burt bacharach para dionne warwick) - funciona perfeitamente no filme 'o casamento do meu melhor amigo' e julgamos que aqui também. depois da cover de elton john, é o segundo ícone gay deste episódio. . robbie williams e nicole kidman - something stupid (original de frank e nancy sinatra) - nicole kidman merecia um homem como eu, mas robbie williams chegou primeiro. raios! . gwyneth paltrow - bette davis eyes (original de kim carnes) - apesar da cara de carneiro mal-morto, a sra. chris martin imita o marido a tentar arranhar alguma coisa. ultrapassando a sua voz sumida, já vimos pior e a pagar. por outro lado, o original é da kim carnes, coisa que na nossa opinião falta à actriz - isn't it ironic? . joaquin phoenix e reese witherspoon - jackson (original de johnny cash e june carter) - filme legendário onde algumas das covers estão ali bem perto do nível dos originais. quando assim é, pouco nos resta dizer. . lindsay lohan - i want you to want me (original dos cheap trick) - britney spears com cuecas ou avril lavigne dos janados, esperemos que lindsay lohan recupere rápido dos seus problemas e ajude a reduzir os nossos, deixando a carreira de cantora por aqui. . jack black - let's get it on (original de marvin gaye) - este senhor é grande, bem maior que os tenacious d. entretanto tem é de deixar de fazer filmes como 'o amor não tira férias' e voltar aos tempos 'alta fidelidade', de onde foi tirada esta música. por enquanto dá voz ao 'kung-fu panda' e voz, como vemos por esta cover memorável, é coisa que não lhe falta. . michael cera e ellen page - anyone else but you (original dos moldy peaches) - tinha de estar aqui, a grande banda-sonora deste ano, da qual não nos cansamos de falar. aqui os actores deixam no ar a música perfeita para o fade-out de um filme perfeito. . bill murray - more than this (original dos roxy music) - bill murray assume que não sabe cantar - mais uma cena memorável de um grande filme - 'lost in translation', prova que bill murray escolheu a carreira certa. muitas outras ficaram por falar - cher, madonna, j-lo, jessica simpson, john travolta, frank sinatra, o filme recente 'mamma mia' ou o remake de 'grease', e em portugal por exemplo os mundo-cão, a manuela moura guedes ou amália rodrigues, mas optámos por actores que o nosso auditório internacional conhece. como toda a gente sabe, em agosto a prioridade total é dada aos turistas e aos emigrantes - não sabiam? jantem num restaurante no algarve e compreenderão :) por falar nisso, a éter, que acaba este episódio em terras internacionais, entra de férias mal o avião aterre em terras lusas. confusos? deviam ver-nos no karaoke. voltamos em setembro!
 
2 anos de éter
  3, Agosto 2008 - 14:53 - 1 MBytes (download)
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pois é... a éter fez anos ontem e não poderíamos deixar passar em branco. como tal, ainda de ressaca de um jantar bem regado (para festejar outro feliz acontecimento) publicamos uma música que nos tem andado na cabeça nos últimos meses por descrever em largas pinceladas a nossa eterna adolescência. retirada da banda-sonora de juno, tem rodado em repeat no leitor de cd do carro (algo que não é muito comum) e tem servido de grito de guerra sempre que a vida exige um esforço extra. a éter deixa-vos com kimya dawson - loose lips, em jeito de 'parabéns a você'. obrigado por estes dois anos de bom gosto. NOTA IMPORTANTE: estamos a preparar um dvd comemorativo dos 2 anos com todos os episódios gravados, para aqueles que chegaram tarde e não ouviram os episódios todos. imagens, só as que a música vos proporcionar. se quiserem receber o dvd enviem um mail para eter@podOmatic.com com a vossa morada ou apartado. não se preocupem, os meus tempo de stalker acabaram... por hoje.
 
episódio 65 - achincalhanço II
  2, Agosto 2008 - 13:07 - 41 MBytes (download)
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(por motivos alheiros à redacção - o raio do cabo do modem - este episódio vê a luz do dia uma semana depois de ter sido escrito, motivo pelo qual se pede que, antes de o ler/ouvir façam regressão e esqueçam tudo o que viram/ouviram esta semana. no final podem lembrar-se de tudo outra vez. obrigado.) semana atribulada a passada. em semana de mais uma vez falharmos os '2 many djs' em portugal, corremos tudo o que é www à procura do horário do concerto, mas ficámos sem saber se era 17h, 22h ou outra, com a certeza de não ser 18.30 - estivemos lá e vimos (ou não vimos). aproveitámos contudo para sair no porto e descobrir uma nova realidade. do piolho às galerias de paris, casa do livro, armazém do chá a nova cena portuense estende-se dos clérigos ao coliseu, alcançando proporções e movimentando massas que já não esperávamos ver no porto desde o requiem da defunta ribeira. após anos sem saber para onde ir depois de esventrar a típica francesinha, as escolhas começam agora a ser óbvias. adoraríamos cumprimentar de abraço os responsáveis por este volte-face, já que finalmente volta a existir motivo para sair de casa. infelizmente não temos tempo já que saiu fresquinho da misturadora um conjunto de músicas a puxar para uma noite mais animada. não saciámos a sede de bater o pezinho, daí termos vindo para o grande misturador fazer a sequela do achincalhanço, tornado popular uns valentes episódios atrás. daquilo que de melhor tem andado por aí de versões de músicas mais ou menos independentes, terminamos com um grupito engraçado de batidas de desejar pôr bem alto e abanar o esqueleto. em pré-época de boom (que provavelmente iremos falhar dados os montantes envolvidos), segue o warm-up: mark ronson - just (go! team remix) lily allen - smile (mark ronson remix) the cribs - men's needs (css remix) whitest boy alive - golden cage (fred falke remix) !!! - must be the moon (hot chip remix) adele - cold shoulder (basement jaxx remix) black kids - i'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you (the twelves remix) bonde do role - contaminada (bo$$ in drama remix) the gossip - listen up (the black ghosts remix) klaxons - gravity rainbow (soulwax remix) the kills - the good ones (tiga remix) midnight juggernauts - into the galaxy (chateau marmont remix) peaches - downtown (simian mobile disco remix) css - music is my hot sex (kill the noise remix) goldfrapp - happiness (metronomy remix ft. the teenagers) mgmt - electric feel (justice remix) isto porque, para pagar mais uma prenda de casamento no próximo fds, iremos ficar por casa e pôr este mix no repeat.
 
episódio 63 - verão azul
  6, Julho 2008 - 12:55 - 30 MBytes (download)
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olá! mesmo numa semana complicada entre concertos há muito aguardados (o optimus alive está já aí), exames virtualmente impossíveis e pilhas de documentos para dar seguimento no escritório tiramos uma pausa higiénica para dar à luz uma nova criança. entramos num período que se pretende revelar pródigo em versões. começamos já a ouvi-las em todo o lado - bares da moda, rádios nacionais e até lojas de shopping. aumenta a procura, aumenta a oferta - novas edições de colectâneas clássicas de versões, como o novo crazy covers de tom middleton ou mais uma edição da 'radio 1' vêem a luz do dia. não nos admiraria ainda que 'bootlegs' surgissem como cogumelos provenientes de versões interpretadas, em jeito de graça, nos encores dos inúmeros festivais de verão e captadas pela saca de parafernália electrónica que o pessoal leva hoje em dia para os concertos, que impedem o comum dos mortais de ver o palco de forma conveniente. enfim, parece então que toda a gente começa a ganhar posição para esta época em que a música nos invade das mais diversas formas e feitios - por exemplo na porcaria de demonstração de body combat, ontem na praia, quando tentava ter algum descanso. uma junção infernal de mau gosto, decibéis ofensivos e animadores histéricos que nos vedaram o merecido descanso. estamos em reabilitação. segue-se a receita médica: the postal service - against all odds (original de phil collins) - uma música que nos relembra os anos 80 e a música que as irmãs mais velhas em plena adolescência nos obrigam a consumir. a música mais improvável para uma versão nos dias de hoje, aqui com uma sonoridade irrepreensível, misturando doses generosas de imaginação e 'respeito pela obra'. uma óptima maneira de começar. jacqui naylor - losing my religion (original dos r.e.m.) - já tínhamos ouvido falar desta versão há algum tempo. jacqui naylor acrescenta-lhe a dose certa de melancolia e calor na voz para não envergonhar qualquer esplanada com espreguiçadeiras. kings of convenience - free fallin' (original de tom petty) - o tradicional arranjinho fechado e frio de guitarra-e-voz dos koc, aqui a 'dar cobertura' a uma música que normalmente nos leva à sensação de liberdade e a paisagens longínquas - cada um tem as férias que merece :) the national - pretty in pink (original dos psychedelic furs) - uma repetição do episódio 39, simplesmente porque a ouvimos por aí e pareceu-nos enquadrar-se mesmo bem. kumbia queers - kumbia dark (lovesong, original dos the cure) - 'esta es para ti, róber ésmi...' assim começa esta versão kumbia do clássico dos cure, para dançar agarradinho (a uma morena ou um mojito, você decide). apesar de em termos práticos não valer bolha, acrescentamos aqui esta versão pelo insólito. mallu magalhães - folsom prison blues (original de johnny cash) - versão intocável apesar dos tenros 15 anos.! uma descoberta... em http://myspace.com/mallumagalhaes the smashing pumpkins - lips like sugar (original dos echo and the bunnymen) - que saudades dos verdadeiros smashing pumpkins, com coisas novas para mostrar. é uma pena o pessoal envelhecer. the kooks - young folks (original de peter, bjorn and john) - versão menos maricas da bela 'canção do assobio' que se ouvia há tempos como toques de telemóveis azeiteiros em locais inconvenientes. temos versões nos episódios 37 e 39, mas nenhuma tão fresca como esta. um tónico... peaches - gay bar (original dos electric six) - porrada da velha nesta versão de peaches de uma música pouco consensual. um bom fim de noite - a música, não o bar gay. charlotte martin - obstacle 1 (original dos interpol) - a intensidade do estilo dos interpol, aqui numa voz que lhe faz jus. mesmo o arranjo mais electrónico e a tentativa de tornar a versão mais ligeirinha não chateiam. é mesmo impossível estragar uma música destas. ibrahim ferrer - as time goes by (original de herman hupfeld) - uma intemporal, tornada célebre no filme 'casablanca', ouvimos esta versão por aí, não nos lembramos bem onde e foi amor à primeira vista (ou escuta). o início provável de uma noite inesquecível num bar latino por aí. sábôrrr. groove armada - are friends electric (original de gary numan) - a versão eléctrica da música de discoteca que os putos de hoje em dia nunca vão saber apreciar. como é que dançava aquilo mesmo? como tudo nos late 70's... com muito estilo. tori amos - hit me baby one more time (orinal de britney spears) - destacável de hoje - um clássico do piano, uma mistura de bach com richard clayderman com madonna com álcool, drogas, sexo e uma personalidade paranóica. lembra-vos as vossas férias? coitadinhos, não chegam aos 40 anos! até lá, os votos de um óptimo verão musical.
 
episódio 62 - alternativo vs. mainstream
  22, Junho 2008 - 11:24 - 40 MBytes (download)
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um belo dia solarengo para todos... como sempre temos recebido comentários de malta mais conservadora a pedir-nos música a sério. que sendo nós gente conhecedora da cena musical, porque é que insistímos em passar versões (algumas delas de gosto duvidoso) e mash-ups. vemos o nosso negócio desta forma - não compraríamos um retrato do célebre 'menino a chorar' para a nossa sala pois é um local onde estamos todos os dias, mas gostaríamos de o ver, de forma irónica, colocado no meio de uma sala moderna num bar bem decorado, onde só vamos uma vez por semana. queremos com isto dizer que a rádio éter pretende apelar mais à curiosidade que ao bom gosto, ser mais 'geek' que 'cool', sem ser 'nerd'. pretendemos mais fornecer playlists para solitárias viagens de carro, que para dar bom ambiente a jantares com amigos. cativar mais os activos que os passivos. mas porque também prezamos o serviço público que prestamos à meia dúzia de pessoas que nos ouve, pois é mais fácil sacar automaticamente os episódios que andar na net à procura das novidades, segue-se uma playlist indie, com sons mais recentes ou clássicos deste século de inegável qualidade. temos outros repetentes que vão surgindo na playlist por nos surpreenderem numa base constante. os convidados desta manhã são... the go! team - my world - um dos concertos que perdemos de forma miserável num dos clubbing optimus na casa da música. refeitos, apropriamo-nos do cd que ouvimos vezes sem conta e... lightspeed champion - tell me what it's worth - ...fomos ver os lightspeed champion na última edição. a surpresa de ver uma banda como os lsc na sala suggia foi avassaladora. o concerto bastante animado e descontraído não se comparou porém ao de... feist - i feel it all - ... feist que vimos duas semanas depois no coliseu do porto. já nos tinham falado da intensidade da senhora, mas nada comparado com a experiência in loco. desta vez mais acompanhada que da primeira num ambiente extremamente cuidado, desde aos músicos seleccionados, à decoração, vestuário, cenários... o público correspondeu da melhor forma numa noite memorável. joseph arthur - too much to hide - descoberto a ferros no saudoso hype@meco, continua a fazer boa música. operator please - two for my seconds - descoberto em formato remix nas noites dos 'bons rapazes', optámos aqui pelo original. belle and sebastian - another sunny day - velhos amigos... vhs or beta - can't believe a single word - apanhados de relance em zapping nas viagens gaia-aveiro, quando qualquer sonoridade mais exquisita é uma boa justificação para nos mantermos acordados ao volante. mgmt - kids - temos seguido o que tem vindo à baila destes miúdos. alguma curiosidade de os apanhar no optimus alive, dia 10, o melhor investimento musical que pensamos fazer este ano. the shins - australia - comentados durante o sbsr do ano passado por um colega, mais uma pérola no colar. vampire weekend - a-punk - toda a gente fala deles, ouvimo-los serem sugeridos como descoberta do ano por pelo menos 5 pessoas nos últimos 12 meses. o álbum já cá canta. venham os moços no dia 10, de preferência fazer igual ou melhor que na casa da música. we are wolves - t.r.o.u.b.l.e. - outros que volta e meia aparecem nos fins de tarde de regresso a casa, a ouvir a antena 3, sempre a cativarem a atenção do condutor distraído. e como a música é como as cerejas, cá veio mais uma sem bicho. the ting tings - shut up and let me go - dueto composto por um casal, do qual nunca ouvimos falar, que tem dado que falar. these new puritans - numbers - cativam, e ficavam aqui bem... ficamos curiosos para ouvir o resto. m.i.a. - paper planes - não gostamos habitualmente de m.i.a., mas esta música especou-nos um dia destes, numa sensação que só recordamos ter sentido quando ouvimos pela primeira vez 'silverfuck' dos smashing pumpkins. goldfrapp - happiness - benvindo que foi o novo álbum, esperamos o próximo concerto por estas bandas. passaram de cinzento escuro para cinzento claros, mas mantendo a risca vermelho-vivo. modest mouse - little motel - sonoridades que nos lembraram o final de um álbum de dEUS e que por isso optámos por colocar aqui. ideal para puxar dos isqueiros ou espetar um beijo na tipa da nossa esquerda que passou o tempo todo a fazer-nos olhinhos. cat power - metal heart - um concerto que perdemos numa decisão de risco calculado, mas que acabou por não se revelar infeliz. pode ser muito gira mas leva 3-2 da feist. engraçado como ao nos afastarmos das playlists, das next-big-things e dos novos beatles, lily allen e amy winehouses, reposicionamos o mainstream. com a redução das vendas de cds, vemos surgir ídolos escolhidos pelos ouvintes mais atentos nos blogs e programas de autor, e não pelas editoras ou pela imprensa. a procura pela música tornou-se um processo mais activo, não bastando receber o cd no natal, mas exigindo pesquisa, conversa com os amigos, horas na net, ir a concertos. isso é serviço público e o início da democratização dos tops. numa fase em que se esfuma a adrenalina do futebol, o país começa a ser invadido por manifestações musicais, cada vez com mais qualidade. quando nos lembramos do deserto que era há 12 anos, antes das empresas cervejeiras e de telecomunicações se tornarem mecenas da cultura do fino e sms, continuamos a ter motivos fortes para gritar POR-TU-GAL, POR-TU-GAL, POR-TU-GAL. para quando a provatização do governo? :) vemo-nos por aí.
 
episódio 61 - brincando aos clássicos
  15, Junho 2008 - 13:28 - 30 MBytes (download)
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pedimos emprestado aos queijinhos frescos o título do seu segundo álbum (apesar deste ser francamente inferior ao álbum de estreia 'self-titled') para abrir mais uma emissão de música esfrangalhada. na manta de retalhos de hoje tentámo-nos debruçar sobre os passados, presentes ou futuros clássicos - um conceito inventado por nós há meia dúzia de minutos. a ver... 1. dj zebra - new walk on the wild side (yael naim vs. lou reed vs. otis redding) - começamos com dois velhos clássicos e um novo. adorámos a música de yael naim, no minuto em que surgiu, imediatamente após abrirmos uma página da internet. parecia estar lá mesmo à nossa espera. aqui, dj zebra junta-a a dar coerência a dois clássicos. a definição possível de 'feel good music', completamente alinhada com a letra e voz de yael naim. um óptimo negócio, principalmente porque é de borla - djzebra.free.fr/ 2. dj earlybird - like a grapevirgin (madonna vs. marvin gaye) - fantástica a mistura destes dois rolls-royce da música da sua época. a voz melosa de madonna no seu primeiro single, adicionada à densa instrumentação de marvin gaye de forma sublime. djearlybird.blogspot.com 3. poj masta - lady gossip (labelle vs. gossip) - atitude violenta da cena bordel de paris. uma mistura que ninguém pensava que pegasse. 3 bons minutos de farra a um melhor preço que no 'lido' de paris. pojmasta.co.uk 4. party ben - rehab (can't help myself) (amy winehouse vs. four tops) - "no matter how hard i try, you know i can not hide" - quem viu ou ouviu, como nós, o concerto de amy winehouse no rock in rio, sabe exactamente o que os four tops estão a falar. o que é certo é que esta conversa já chateia e actualmente parece já servir para vender discos com a miséria alheia - um clássico. esta música é de borla e está em partyben.com 5. a plus d - unpretty today (tlc vs. smashing pumpkins) - um clássico da música alternativa (obviamente não estamos a falar das tlc) aqui noutra mistura improvável, mas a soar bem - parece gravada em estúdio. por outro lado aparece uma voz que não parece muito o billy corgan (versão karaoke?). a verificar em www.aplusd.net 6. dj moule - bohemian thunder (ac-dc vs. the dandy warhols vs. the b-52's) - vários clássicos num só para criar um sonzinho para abanar a anca. já ouvi pior e a pagar. www.djmoule.com 7. electrosound - gimme more teen spirit (britney spears vs. nirvana) - britney spears balofa com letra hardcore a tentar recuperar o teen spirit. ao fim e ao cabo, cola tudo muito bem. britney com a sua nova atitude e irreverência poderia tentar uma mudança de estilo. electrosound.multiply.com 8. legion of doom - crazy as she goes (gnarls barkley vs. the raconteurs vs. grandmaster flash and the furious five) - uma mistura da melhor música pop de 2006, com um clássico de 1982 com os raconteurs à mistura. da primeira já tínhamos descansado o suficiente após a "play-list overdose" de 2006, já a conseguindo ouvir sem vomitar. a música de grandmaster flash, depois de entrar em tudo o que é mashup sem grande imaginação, feito por malta com dificuldade em arranjar acapellas, passa aqui quase despercebida, o que é bom. os raconteurs são sempre bem vindos. www.the-legion-of-doom.com 9. synchronoize - acceptable american (esteele & kanye west vs. calvin harris) - somos sinceros, adoramos esta música e ficamos contentes que synchronoize não tenha mexido muito. curioso aparecer numa altura em que new york parece ameaçar ser a nova meca. synchronoize.multiply.com/ 10. martinn - the greatest 4 minutes of summer music ever (madonna vs. justin timberlake vs. sister sledge vs. diana ross vs. dj jazzy jeff) - uma carrada de malta mais ou menos clássica a dar corpo a um mashup de título pretensioso. 11. dj earworm - united state of pop. à semelhança de brincadeiras anteriores, earworm propõe-se a juntar nestes cinco minutos, trechos das 25 músicas do top da billboard de 2007. não queremos sequer saber se conseguiu, mas este mashup é já um clássico. em mais um verão que se avizinha, interessantíssimo em termos de concertos e festivais, e após já termos perdido dj zebra na feira e os soulwax por uma carrada de vezes, permanecemos sequiosos por uma noite 'à la bootie" num sítio qualquer da clássica lusitânia. digam coisas se conhecerem algum.
 
episódio 60 - boooooooooooooooriiiiiiiiiiing
  4, Junho 2008 - 01:44 - 34 MBytes (download)
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olás!!! cá estamos de novo, numa frequência que não a habitual. um lote de músicas janotas, para romper o marasmo de mais uma noite passada à volta das séries da fox life, com um milhão de coisas melhores que fazer. ao ver pela enésima vez aquele episódio das 'donas de casa desesperadas', damos os últimos retoques num texto que tenta fazer com que esta noite renda. segue então a programação: adam green e ben kweller - kokomo (beach boys) pelle carlberg - grace kelly (mika) pearl jam - can't help falling in love (elvis presley) hot chip - sexual healing (marvin gaye) alicia keys - how come you don't call me anymore (prince) the dynamics - whole lotta love (led zeppelin) chicha libre - indian summer (joe dassin) tony allen - where the streets have no name (u2) tindersticks - i've been loving you too long (otis redding) peter, bjorn and john - me and julio (simon and garfunkel) the wombats - there she goes (the la's) bird and bee - how deep is your love? (bee gees) taken by trees - sweet child of mine (guns'n'roses) vampire weekend - exit music (for a film) (radiohead) esperamos que gostem...
 
episodio 59 - cool women
  31, Maio 2008 - 04:04 - 30 MBytes (download)
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isto por aqui (ao contrário das restantes ocupações da equipa da éter) não anda propriamente animado... pontuado por incidentes mais ou menos felizes, o mês de julho e suas constantes viagens de sítio para sítio, de assunto em assunto têm deixado pouco tempo para buscas, misturas, comentários. porém, um cd perdido no leitor do carro tem-nos lembrado de forma constante que boa matéria prima estava sentadinha à espera de ser trabalhada. esta semana culmina com dois projectos de episódios - um deles vê aqui a luz do dia. animados com a edição do cd compilação cool women, uma boa ideia, já que o boom das miúdas giras e com uma atitude forte a cantar música animada parece estar a pegar desde que christina aguilera apareceu em cima de um piano a imitar actrizes dos tempos idos que já bateram a bota. e esta moda pegou com tanta força como o metal ligeiro entrou pelas nossas casas nos 80 ou os tipos com as camisas ao xadrez entravam nos nossos walkmen nos 90. assim sendo, aproveitámos o embalo e oferecemos aqui o que de melhor têm feito as miúdas giras em termos musicais, já que o que fazem noutros quadrantes só sabemos quando alguém difunde inadvertidamente vídeos amadores. prova-se assim que na música, as mulheres com atitude sobem na vida não a pulso, mas usando a garganta. segue o catálogo: .cat power - (i can't get no) satisfaction - cover dos rolling stones pela miúda mais gira na categoria cabra passada do capacete com tendências lésbico-suicidas, dedicada especialmente ao nosso fã que fez questão de ligar a dizer que o concerto desta semana ao qual não fomos foi espectacular. fuck you very much! .the cardigans - iron man - nova cover dos black sabbath da loirinha sueca mais gira, que apesar de desafinar como um cortador de relva a cortar madeira quando canta ao vivo. apesar disso, sempre muito cool; . yael naim - bachelorette - mais cool que isto é impossível - uma cover cool de uma intérprete com um nome oriental - logo cool - do original da islandesa mais cool (como os ventos frios que por lá correm); .my morning jacket - tyrone - uma cover de uma das senhoras mais cool da música cool da actualidade, intocável na constância e longevidade - erykah badu. continuará a cantar depois de todas as outras deste episódio desaparecerem - vá lá que não se esqueceram de a colocar no cd; .coldplay - can't get you out of my head - 'hot mama' kylie que como o vinho do porto, quanto mais experiente mais cool. quando pensavam que não dava mais nada depois de duetos improváveis com jason donovan, a irmã danii, nick cave ou o sapo cocas e quando já ninguém dava nada por ela, tem mostrado o que vale. aqui, com a merecida e sentida homenagem dos coldplay. genial; .lightspeed champion - back to black - a nossa resposta ao coleguinha falado na primeira faixa - concerto incrível ontem na casa da música, num optimus clubbing muuuuuuuuuito cool. curiosamente tocaram no mesmo dia que amy winehouse de quem é original esta música. pelo que ouvimos na mega fm escolhemos o concerto certo para o serão; .adele - last nite - original dos strokes, esta é uma das 109847 aspirantes à posição de nova winehouse. sinceramente não sabemos porque é que alguém quer o lugar dela. esta mania das novas 'qualquer coisa' deve ser a coisa mais uncool deste mundo; .duffy - ready for the floor - com 24 anos, esta outra nova amy, pateta, ex-concorrente do ídolos galês que terminou em 2º lugar, disse numa entrevista recente que demorou dois anos a fazer este álbum pois queria que saísse perfeito. apesar de cool, esperávamos melhor, principalmente devido ao produtor ser bernard butler, que pelos vistos ainda não a ensinou a moderar o vibrato nesta versão de um original dos hot chip. outra futura-ex-qualquer coisa; .wakey!wakey! - no one - odiamos o original, apesar de acharmos a antiga alicia keys algo cool - na altura em que estava sentadinha ao piano e não se mexia como uma parva nos videoclips. mal conhecemos os wakey! wakey! mas achamos que conseguem devolver a dignidade à música, apesar da óbvia sucessão de acordes; .arjelis y su banda - don't speak - apesar de pouco inovadora, achámos que faltava ritmo e cor a esta edição e nada mais cool que uma versão bachata de um clássico de gwen stefani para lhe dar saborrr - argh! .ryan adams - like a virgin - com esta versão prestamos homenagem a duas grandes senhoras da música actual - madonna, a matriarca, sempre em grande forma e ryan adams, a matrioshka. uma versão surpreendente; .kate nash - purple rain - finalizamos com a quem chamam a nova lily allen, quando sinceramente achamos que a antiga ainda aí está para as curvas. a ver por esta versão (ainda que lo-fi), esta menina tem personalidade própria, principalmente quando tenta imitar os agudos de prince. esperamos apenas que faça algo realmente novo, de preferência, cool. gratos pela vossa paciência, agradecemos a preferência :)
 
episódio 58 - old skool
  14, Maio 2008 - 08:29 - 34 MBytes (download)
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no rescaldo de duas semanas curtinhas curtinhas (como todas deveriam ser) e para iniciar uma semana que se prevê longa, trazemos uma dúzia de cantigas na sua forma mais pura, que outra malta mais desinspirada e com falta de ideias, tratou mais tarde de reeditar para ganhar a vida. como poderão ver, iremos andar à volta dos anos 60/70, anos bons para o blues, o rock'n'roll, a chanson française, os percursores do psicadelismo e do psicotropicismo. em portugal fazia-se música de intervenção e começava-se a fazer a barba (eles) e o bigode (elas). eles viriam a cortar o bigode apenas 30 anos mais tarde quando o chalana, o artur jorge, e o guarda serôdio começaram a cair no ridículo. o 1º continua, tanto com o bigode como a cair no ridículo. fica então a nossa selecção de originais de vulto: wallace collection - daydream (1968). original de uma banda belga que provavelmente terá influenciado os kelly family na forma parva como cantam. covers de claude françois (em francês), ou mais recentemente dos the beta band ou a samplagem por lupe fiasco evitaram que caísse no esquecimento e permitiram-lhe ser usada em spots publicitarios a automóveis. the folkes brothers - oh carolina (1960). adormecida nos vinílicos até ser recuperada nos anos 90 por shaggy (ver episódio 51), tendo vendido como tremoços. neil diamond - red red wine (1968) coberta por tony tribe e tornada famosa pelos ub40 the upsetters - return to django (1969). coberto por asian dub foundation jorge ben jor - chove chuva (1963). uma musica que conhecemos em inglês numa compilação da verve de que já falámos no episódio 54 e que foi coberta por bandas brasileiras, principamente nos anos 90. aqui a versão original, mais açucarada e menos bossa, na voz de jorge ben jor. the boomtown rats - i don't like mondays (1979). tema oficial das segundas feiras, especialmente as que surgem no rescaldo de fins de semana prolongados, como alguns que temos tido. a versão original é originária da banda original de bob geldof que mais tarde daria origem ao band aid. a música seria coberta já neste século por tori amos. tom waits - tom traubert's blues (1976). esta música, cantada em clave de arroto, faz corar de vergonha azeiteiros como rod stewart e michael bolton que tentaram fazer alguma coisa com ela - vender discos. este post no podcast pretende repôr a verdade - a música não é horrorosa, foram os artistas que a fizeram assim :) charles aznavour - tous les visages de l'amour (1979) - já este original de 'toujours aznavour' foi bem tratado por elvis costello na versão criada para a banda sonora do filme 'notting hill', fazendo-lhe justiça. the leaves - hey joe (1960) - injustamente atribuída a jimi hendrix, este que se tornou um standard de rock tem a sua origem nos 'the leaves' que, que se saiba não fizeram mais nada de jeito, apesar da assiduidade nos psicotrópicos e na mescalina. coberta ainda por deep purple, nick cave, body count entre muitos outros. the white stripes - fell in love with a girl (2001). apesar do original passar um pouco ao lado dos escaparates, na altura em que os tws não eram ainda conhecidos, a adaptação de joss stone lançou-a para o estrelato - enfim, vidas... petula clark - downtown (1964) a letra original em inglês foi terminada 30 minutos antes da música ser gravada na casa-de-banho, tendo sido posteriormente traduzida para diversos idiomas. as versões mais recentes conhecem-se pelos samples dos klf e green day, pela versão de emma bunton e pelo uso recorrente em filmes e comerciais vários. sutherland brothers - sailing (1972). apesar de frequentemente ser creditada a rod stewart (pois é, outra vez arroz...) em 1975, a versão original foi escrita e gravada 3 anos antes por estes manos da musica ligeira. rod stewart fez um takeover hostil e acabou por ganhar um dinheirão relegando os manos ao esquecimento. com 2 outros programas na forja, aguardamos pela bendita horinha que habitualmente demora a pô-los no ar (os programas, entenda-se). até breve.
 
episódio 57 - bar code
  23, Abril 2008 - 09:45 - 35 MBytes (download)
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o tempo escasseia e cada vez se torna mais difícil encontrar boas versões. desta vez reviramos o baú, retiramos o pó e os objectos mais partidos, encontrando algumas relíquias que vão valendo uns cobres nesta loja de antiguidades que é o éter. irritados com a nossa banalidade pseudo que não diz coisa nenhuma, entramos num bar e resolvemos pedir um copo, mas não sem antes olhar para a lista das bebidas e escolher aquela que mais tem a ver com o nosso estado de alma: yael naim - toxic (original de britney spears) - sempre pensámos que nada nesta música poderia ser mais sexy que o videoclip original. parece que nos enganámos - brilhante, de uma menina que parece vir a dar que falar. autêntico absinto. dani siciliano - come as you are (original dos nirvana) - agora que não temos o prazer de a ouvir fazer coisas novas com matthew herbert, mas ainda ouvimos aqui e ali boas novas em colaborações recentes engraçadas - um gin tónico por favor! susan cadogan - fever (original de little willie john) - dub cada vez melhor, ainda que o calor teime em não aparecer. retirada do album 'cosmosonica' de tom middleton, que tem sido um dos nossos guias espirituais para estes episódios. digno de martini com azeitona. the dynamics - move on up (original de curtis mayfield) - não é a primeira vez que por cá aparecem, mas continuando assim mantém-se o convite. muito bom trabalho em tornar o clássico de curtis mayfield, menos em banda-sonora de filme blaxploitation e mais em banda-sonora para um mojito em ibiza. fanfare ciocarlia - james bond theme (original de monty norman) - um clássico da música com pinta. e perguntam-nos vocês o que têm a ver uns ciganotes de rastas, barbas por fazer e poucos banhos com o sr. bond, james bond, as suas chavalas sexys e maquiavélicas, os seu velozes veículos e o 'shaken not stirred' no casino. a resposta está nesta música :) bebel gilberto ft. towa tei - batucada (popular brasileiro) - devaneio dançante desta senhora que após uma fase em que deu que falar com o acto de ligar o samba à corrente, deve ter ficado a banhos de caipirinha na mão numa praia do nordeste brasileiro. the bosshoss - loser (original de beck) - já tínhamos falado nestes senhores anteriormente. desta vez vêm com o clássico de beck, numa versão que puxa por duas tequilhas, um mezcal e uma lagartixa saída da garrafa. metade da letra percebi pela primeira vez a ouvir a versão destes cowboys; franz ferdinand - all my friends (original dos lcd soundsystem) - versão engraçadíssima dos franz ferdinand que dão um toque mais orgânico aos computadores dos lcd. fez-nos lembrar os tempos do rock a sério nas noites do porto. sai um traçadinho, pago eu! lily allen - oh my god (original dos kaiser chiefs) - a pinta do costume numa nova versão bastante urbana de uma das bandas do verão passado. após a 2ª guinness mandem rifar kate nash's, duffy's e todas essas oportunistas e puxem assim do vosso melhor cockney para pedir 'one pint of beer, pleeeeeiiiiiiizzzzzzz'. . mark ronson (ft. daniel merriweather) - golden skans (original dos klaxons) - mais uma versão deliciosa por mark ronson, que tem também sido um habitué por estes lados por ter trazido este ano um dos melhores e/ou inesperados álbuns de versões de que temos conhecimento. brindamos a este com um whisky velho. rouxinol faduncho - acudam (vai sacudir, vai abalar - original dos cheiro de amor) - o original desta música faz-nos lembrar o pior ano de sempre para sair à noite, quando as rádios eram inundadas por netinhos, fafás de belem, banda evas, danielas mercury entre outras azeiteirices. esta versão é um verdadeiro hino àquilo que é português: o zé manel taxista, os bigodes do chalana do bom tempo em que o benfica ganhava jogos (e os animais falavam), os incêndios no verão, o fado vadio e a ginjinha. um must! embriagados com o episódio vamos dormir de fininho, não sem antes colocar uma bacia ao lado da cama :) graças a deus pelo guronsan.
 
episódio 56 - mr & mrs smith
  12, Abril 2008 - 02:21 - 36 MBytes (download)
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há tempos, num aeroporto em trânsito, adquirimos uma 'mojo' revista de eleição para as intermináveis horas de espera nos terminais. o atraso previsto de três horas permitiu-nos desfolhar um artigo sobre a banda que mudou a pop, os penteados ridículos, a maneira de dançar 'à parva' e tornou os homossexuais sexys. estranho? nós explicamos. ponto 1. mudando a pop, criando a indie morrissey não se preocupava. era claramente um desalinhado, estava-se a borrifar... além disso, era o frontman de uma das bandas de maior sucesso no reino unido, exactamente pela irreverência da sua música que devia mais às guitarras da pop britânica dos anos 70 que aos sintetizadores que se impunham cada vez mais, vindos do outro lado do atlântico, dos seus videos que deviam mais aos filmes britânicos de culto dos anos 60 ou a 'renoir' que à mtv ou à ficção científica, das suas letras que mais facilmente se encontrariam em kerouac ou wilde que nas revistas bravo e pela onda que se ia gerando à sua volta, que devia tanto a punks, como a hippies, yuppies ou mods - a coisa funcionava e a liberdade era total. na mesma fase, a cindy lauper usava aquelas roupas, o boy george aquela maquilhagem e ninguém os prendia... marr era o homem que, mais que evitar as músicas de 3 acordes e 'power guitar', criava os arranjos de guitarra, de uma complexidade quase barroca, e assim construía a teia à volta da voz de morrissey. o resultado mudou a pop. após o desmembramento da banda, seguiram-se a carreira a solo de morrissey, as participações de marr com radiohead, oasis e outros, os modest mouse, as trocas de impropérios, os casos em tribunal... felizmente, a música mantém-se intocável nas cassettes, vinis e fitas da altura, cd's, reedições, best-ofs, dvd's e mais recentemente em bits e bytes, disponível nos e-mules, limewires e blogs. Além de toda a brit-pop subsequente, criada por uma geração que não passa certamente ao lado dos Smiths, outras bandas como Belle and Sebastian The Killers, Bloc Party ou The Libertines reconhecem também a sua forte influência. ponto 2. penteados despenteados segundo dados oficiais, em gotemburgo, a cerca de 23% dos cabeleireiros masculinos já tinha sido pedido um corte de cabelo 'à morrisey' - a conferir em http://forums.morrissey-solo.com/showthread.php?t=62839 ponto 3. dançar à parva já citado no episódio 4, e como uma imagem vale mais que mil palavras... http://www.youtube.com/watch?v=O5DE8UQnM5Y we rest our case. ponto 4. metro-gays-pseudo-heteros pegando no exemplo do vídeo anterior, o que há de cool num gajo escanzelado de camisa aberta 3 ou 4 botões, com uma volta grossa, óculos fundo de garrafa, cabelo em obras, a dançar com os braços no ar música que pouco ou nada faz lembrar o 'vira do minho'. no meu tempo este poderia ser o protótipo do crómio no morangos com açúcar que teve de ser repensado por ser ridículo demais. nos anos 80 esta figura era usada nos filmes para caricaturizar o tipo uncool, marrão, impopular, que nunca arranjava namorada, colega para o baile de finalistas ou parceira de dança para os slows nas festas de garagem. porém nos anos 90 ainda era comum ouvir colegas (do sexo feminino) a suspirar pela pinta do morrissey ou o movimento de ancas do morrissey na fila para 'o meu mercedes e nem expressões do género 'mas o gajo é gay, as faziam olhar mais para nós'. a atracção das miúdas pelos gays não vou discutir se: a) numa perspectiva freudiana está ligada com um édipo estranho, b) está baseada numa lesbicidade reprimida c) se trata da eterna busca do inatingível(repetida na tentativa da tornar os homens monógamos, confiar numa amiga e esperar que ela mantenha segredo ou tentar que o namorado sorria enquanto a acompanha à parfois). mas não deixa de ser uma chatice! já no novo século os óculos de massa entraram na moda e o penteado despenteado desenvolve-se, ao mesmo ritmo que as t-shirts dos rolling stones e ramones são vendidas na pull&bear a teens que as colocam no mesmo saco de compras que um disco da hannah montana ou dos tokio hotel. tanto o cabeleireiro como as t-shirts dos putos são provavelmente pagas pelas mães, de óculos de massa, que há 10 anos atrás suspiravam pelo morrissey, estando possivelmente neste momento casadas com pais que dançam à parva. ------------------------------------------------------------------------------- bandas mais ou menos conhecidas têm aproveitado a qualidade da matéria-prima deixada ao abandono para fazer produtos, na sua maioria medíocres, alguns deles compilados dos quais destacamos 'the smiths is dead' (com bandas como divine comedy, placebo, supergrass e a músicaque abre a nossa compilação ou 'una luz que nunca se apagara' de bandas indie espanholas (coisa que lá é rara, com tanta operacion triunfo, las ketchup e outra música de consumo imediato). hang the dj: boo radleys - the queen is dead placebo - bigmouth strikes again peter yorn - panic mark ronson - stop me mikel erentxum - esta luz nunca se apagara (there is a light that never goes out) billy bragg - jeanne radiohead - the headmaster ritual 10.000 maniacs - everyday is like sunday josh rouse - please, please, please, let me get what i want t.a.t.u. - how soon is now? stereoskop - this charming man grant lee philips - last night i dreamt that somebody loved me ficam a faltar clássicos que apareceram noutros episódios como o 'there is a light that never goes out' pelos divine comedy (episódio 31), 'the boy with a thorn in his side' pelo jeff buckley (episódio 25), 'batyar - bigmouth strikes again' pelos ukrainians (episódio 7) ou o 'ontem sonhei que alguem me amava - last night i dreamt that somebody loved me' do miguel ângelo, num arrojo imoral-porno-pop que não encontro em lado nenhum.
 
episódio 55 - lei da gravidade
  2, Abril 2008 - 08:44 - 45 MBytes (download)
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mais de um mês depois do último episódio generalista de versões e duas semanas após o último episódio impunha-se regressar em grande estilo. e hoje temos um pouco de tudo - punk, surf music, ska entre versões menos convencionais ou mesmo algo parvas. entre tanta coisa diferente, alguma haverá de agradar ao nosso estimado público. se gostarem agreadeço elogios. se não gostarem estamo-nos a borrifar para as vossas reclamações. nos entretantos deliciem-se (ou não) com o esforço dos senhores que vos apresentamos a seguir. se tiveram o trabalho a tirar as pautas e letras na net e a gravá-las com um gravador melhor ou pior merecem pelo menos uns minutos da vossa atenção. e nada de falar enquanto os senhores cantam... cambada de malcriados. david byrne - i wanna dance with somebody (original de whitney houston) - terá sido a sério ou a brincar? não há maneira melhor de começar que com uma versão de uma música parola por um artista respeitável. grave! lily allen - heart of glass (original de blondie) - uma das nossas plagiadoras favoritas mais uma vez a ganhar de forma meritória um lugar na nossa rádio. que volte sempre com esta qualidade que é bem vinda. we are scientists - be my baby (original das ronettes) - não ouvíamos esta música desde o filme 'dirty dancing', esse que nos ensinou o que é o amorrrrr. the editors - orange crush (original dos r.e.m.) - versão venenosa desta obra-prima dos r.e.m., numa fase menos mainstream e bem mais comestível. the blacks - back to black (original de amy winehouse) - a primeira incompreendida da noite... não sei porque se admiram, o nome diz tudo - ao nível do cemitério dos prazeres, da óptica 'camões' e da funerária 'nossa senhora do socorro'. señor coconut - smooth operator (original de sade) - ou na sua versão tuga 'seguró pereira' mais uma destes nossos 'habitués' para dançar agarradinhos. dj mução - beautiful girls (versão forró do original de sean kingston) - este dj mução rasga as pistas. para dançar até ao dia seguinte. muito grave! despe e siga - festa (original dos pogues) - faltava uma boa cover tuga. sim, que isto não é só marco paulo e miguel ângelo. embrulhem, bifes! peter doherty - janie jones (original dos clash) - outro elemento de má fama neste episódio, apesar da forma superior com imita esse gentleman que foi joe strummer, de quem não ouvimos falar até precisar de dinheiro. gravíssimo! dick dale - ring of fire (original de johnny cash) - conhecemos este senhor de 'misirlou' do pulp fiction. identifica-se a semelhança a léguas... do belo! the magic numbers - take me out (original de franz ferdinand) - outra versão castiça destes senhores caseiros. para ouvir à lareira. goldfrapp - it's not over yet (original dos klaxons) - que saudades da bela e misteriosa senhora, numa versão introspectiva. que saudades tínhamos do seu trabalho, saudades que poderemos matar com o álbum novo que, pela pré escuta, promete. ray lamontagne - crazy (original de gnarls barkley) - guitarra sofrida por este simpático senhor, na cover do mais recente clássico da história musical. bem grave! sia - gimme more (original de britney spears) - sia furler, a voz emblemática dos zero7 numa versão hipnótica do último single da eterna colegial, a última malograda do episódio de hoje. já podem falar à vontade :) até breve!
 
episodio 54 - episódio baseado em musica inspirada no disco dos...
  19, Março 2008 - 00:41 - 36 MBytes (download)
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pois é. apesar de parecer complicado é muito simples. numa das incursões pelo nosso armário de cd's empoeirados retirámos uma edição que nos abriu os olhos para o latin jazz, com um conjunto de grandes temas que, apesar de terem mais de 40 anos continuariam a dar que dançar. assim, mergulhámos no nosso arquivo em busca de temas que compusessem o ramalhete acabando com aquilo que chamamos de bons minutos de música de raízes latinas e que não comprometem o povo conhecido pela sua imensa virilidade, dos quais somos todos na edição bons exemplos. evitámos a tentação de roubar músicas ao álbum supra citado, bem como às colectâneas 'mojo club' que reúnem do melhor que se faz por aquelas bandas, mas não o conseguimos na totalidade. entre bossas, mambos, rumbas, sevilhanas, faltou algo genuinamente português faltou o fado, que nesta colectânea se poderia revelar, num paralelo viril, como a posição de missionário face à quantidade de bondage, sm, swing ou outras práticas francamente mais interessantes... e nem a fantástica prateleira da teresa salgueiro nos safa. caetano veloso - samba e amor jorge ben jor - chove chuva manu chao - la vacaloca edmundo ross and his orchestra - tequilla funk como le gusta - 16 toneladas chakachas - jungle fever wilson simonal - nem vem que não tem elis regina - bala com bala perry como - papa loves mambo celia cruz - yo vivire gilberto gil - bat macumba belle and sebastian - yo tengo un novio que me lleva a la bahia juan garcia esquivel - andalusian sky herb alpert & tijuana brass - bittersweet samba a banda sonora perfeita para a próxima ida a benidorm... blargh!
 
episódio 53 - three imaginary young boys
  11, Março 2008 - 08:57 - 35 MBytes (download)
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olarecas... em rescaldo de concerto dos 'the cure' no pavilhão atlântico e em fase revivalista da éter não queríamos deixar passar esta data em branco daí este episódio ser dedicado aos 'three imaginary boys'. algumas ressalvas: 1. já os vimos ao vivo no 1º sbsr (era das bandas que queríamos realmente ver) e, sob a égide 'chirac die!' não desiludiram. meia dúzia de anos depois vimo-los na zambujeira em 2002, num concerto que lhes valeu a alcunha de 'os velhinhos' uma banda acabada que dizem as más línguas só se mexia quando puxada pelo tipo que, lá em cima controlava as marionetas. os 43 anos de robert smith não serão a isso alheios; 2. alheio também não será o facto de não lançarem um disco minimamente apaixonante desde o wish, que data de 1992; 3. um dos motivos que nos levou a compilar este episódio foi o jingle promocional que passava na antena 3, muito bem feito, estrategicamente constituído por músicas pré-1992, na mesma linha das que são cobertas neste episódio. porque será? 4. porém devemos-lhes alguma reverência por terem criado algo de novo. a própria edição da éter reconhece que, apesar de nunca trajar de preto, usar brinco ou cheirar mal, a simpatia que tem pela onda gótica foi, em parte conseguida pela audição dos álbuns iniciais dos 'the cure'. não lhes perdoamos foi não terem evoluído conforme se exigia (o que aliás aconteceu com todas as bandas góticas). bem fizeram os joy divisin que saíram em grande. ian curtis... de olho... 5. as pinturas na cara - até aos 30 podia ser irreverência, a partir dos 30 é metrossexual, para cobrir as rugas ou simplesmente... parvo! a maior parte do pessoal que os ouvia e era gótico acérrimo, das duas uma, ou anda metido no cavalo a sério, ou se veste de maneira decente, tem um trabalho decente e consegue pagar os 40 que pedem pelo bilhete. se eu fosse um janado não daria 40 para ver um espectáculo de marionetas. 6. conclusão: the cure, gostamos de vocês, mais pelo que fizeram do que pelo que fazem. se tivessem saído de mansinho após o 'show', o mundo da música não ficava mais pobre, tinham outra dignidade e vendiam bilhetes para concertos na mesma. e isso das pinturas é para tirar. se quiserem continuar, há vagas no circo chen. ainda assim deixamos algumas pérolas cobertas por bandas que, ora lhes fazem jus, ora não... tori amos - lovesong dinosaur jr. - just like heaven luke doucet - the lovecats the editors - lullaby nouvelle vague - a forest the dismemberment plan - close to me niños mutantes - no llorar (boys don't cry) the smashing pumpkins - a night like this dryden mitchell - friday i'm in love los supersonicos - matando un arabe (killing an arab), com um final dick dale - misirlou paul anka - the lovecats descobrimos ainda um disco de músicas dos 'the cure', versão para crianças, quem sabe um filão para explorar nesta nova fase da vida...
 
episódio 52 - lost in translation iii
  5, Março 2008 - 08:11 - 35 MBytes (download)
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aproveitámos mais uma estadia em terras internacionais (desta na terra das tulipas e dos moinhos, das gajas nuas na montra e da ganza legal, apesar de ainda não ter visto qualquer dos artefactos atrás) para realertar para o mundo global com versões, na sua maioria lamentáveis, de músicas conhecidas. desde ritmos latinos de natal, a uma música crooner cantada em três línguas diferentes, passando por um alemão armado em cool (quem conhece bem os alemães acha piada a esta!) temos tudo para nos tirar qualquer ideia de comprar uma cassete de música local num café à beira da estrada, na próxima incursão por estradas europeias. mas nem tudo é mau... a verificar, o informatiemap: .elakelaiset - dementikon keppihumpa original dos kiss - 'i was made for loving you' em finlandês (estilo humppa). .caetano veloso - nega maluca original de michael jackson - 'billie jean' com uma pitada de 'eleanor rigby' dos beatles, em inglês. .medley poliglota - it's not unusual el pollito de california em espanhol, little tony em italiano e sophie em francês - original de tom jones. .belle et sebastian - poupée de cire, poupée de son original de france gall, também em francês directo e ao vivo para o festival eurovisão de 1965. .perturbazione - portami via di qua, sto male original de belle and sebastian - 'get me out of here, i'm dying' em italiano .beyoncé - irreplaceable versão espanhola pela própria .celia cruz - feliz navidad original popular do século XIX - 'jingle bells' em espanhol de cuba. .fettes brot - the grosser steve millers band - 'the joker' em alemão .youssou n'dour - jealous guy original de john lennon, aqui em senegalês. .tzimis panousis - the final countdown original dos europe em grego, por um comediante local - provavelmente o 'zé cabra' grego .seu jorge - rebel rebel original de david bowie em português do brasil. destacável do episódio: .sarah brightman - harem original de dulce pontes - 'canção do mar' em inglês, a imitar o oriental - de fugir!!! tentamos descobrir ainda na netinha covers de artistas holandeses de renome - frans bauer, jaroen van der boon e marco borsato em busca de covers mais ou menos conhecidas, sob recomendação do nosso motorista amante de música rock. do último tiramos ainda um álbum de covers sem ter encontrado uma que fosse que nos lembrasse algo conhecido. provavelmente são covers, mas de músicas holandesas conhecidas.