Mr. Catra, por Silvio Essinger Um Rio de Janeiro inteiro o conhece: Catra, o Fiel. Não há hoje na cena dos bailes funk figura mais central. Seu versar neurótico - ou seja, com a linguagem de quem vive na favela - é exemplo para muitos dos MCs que disputam um lugar nos palcos. E sua trajetória artística não os deixa desanimar diante das dificuldades. Porque Catra está aí há pelo menos uma década, desde que apareceu nos bailes funks. Garoto do morro adotado por uma família de classe média alta da Rua Catrambi, na periferia do Rio, Wagner Domingues Costa cresceu ouvindo MPB, black music e rock. Na adolescência, pelas mãos de um amigo, o DJ Leandro, descobriu o hip-hop. Por cima do batidão contagiante do rap, Catra detectou a verdade contundente das letras de um Public Enemy e decidiu levá-las para o funk e para o morro - que é onde ele viu e viveu de tudo, e conseguiu voltar para contar. Assim, ao longo de muita batalha, com sua voz rouca e reconhecível à distância, ele teve sucessos como "Cachorro" (retrato sem retoques da lei do morro, que o asfalto identificou como proibidão, o funk que louva os feitos de alguma facção criminosa), "Ô Simpático" (que foi regravado pelo grupo de samba Revelação), "Bonde do Justo", "Vacilão Não Morre de Velho" e "Vida na Cadeia". Ao mesmo tempo, a irreverência e a sensualidade (que, assim como a religiosidade, são componentes indispensáveis do discurso de Catra) marcaram presença em músicas como "Cadê o Isqueiro?" "Me Ter é Bom", "Mercenária" e a impagável "Montagem Capô de Fusca".
Uma casa é, no seu sentido mais comum, uma estrutura artificial (ainda que nos primórdios o ser humano tenha utilizado, para o mesmo efeito, formações naturais, como cavernas), constituída essencialmente por paredes, geralmente com fundações e uma cobertura que pode ser, ou não, um telhado. Uma casa serve, em termos mais pragmáticos, para providenciar abrigo contra a precipitação, vento, calor e frio, além de servir de refúgio contra ataques de outros animais (ou de outros seres humanos). (w)
Esse eu vi no ótimo blogue Popup, é uma microreportagem com entrevistas de novas bandas formadas por pernambucanos que moram, mesmo que temporariamente, em S.P. O vídeo é da Trama Virtual.
Dizem por aí que quando alguém afirma peremptoriamente "não é pelo dinheiro", é porque é só pela grana mesmo. O programa de hoje é sobre o vil metal, curtam.
A gente colocou no ar um especial sobre a nova música do Pará. Rolou Pio Lobato e mais.
Dois pedidos de desculpas aos ouvintes: primeiro, a atualização dos podcasts está deixando a desejar. Isso se deve a gravíssimos problemas computacionais. Pelo mesma razão, peço perdão por não colocar a lista das faixas. Este post-podcast terá em breve uma atualização com detalhes das canções executadas.
Pra quem ouve o programa ao vivo, pela 102,3 Mz em Montreal ou no site da rádio, sabe que está rolando religiosamente. Os podcasts atrasados em breve entrarão no ar, assim que o computador novo chegar!
O DJ Marlboro tocou aqui em Montreal na semana passada e foi tudo de bom. O Parababélico conferiu o set no Savoy Club, parte do MEG Festival, e fez um especial de 15 minutos com música e uma entrevista exclusiva com Marboro.
Este vídeo é uma obra de arte, tudo o que um mashup deveria ser: tirando de dois elementos díspares, cria um terceiro que comove, diverte e educa!
As far as mashups go, this is one of my favorites: put togheter the nostalgic images of the cartoon Sealab with the mellow sounds of a 60s Bossa Nova classic tune, plus the humor of the cartoon characters actually "singing" the song, and you have a real beauty to watch. The lyrics talk, in a poetic/nonsensical way, about the rains by the end of summer (Águas de Março = march's waters) Just below, I blogged the actual singers in the recording session of the song - they also look awesome!
Esse programa foi de improviso, já que a gente esperava estar transmitindo da rua no dia. Mas rolou bem, só um tantinho repetitivo. Bem menos repetitivo que sua rádio FM habitual. Ainda assim, repetitivo. Vale pelo Fellini, que a gente nunca tinha tocado. Mas o Instituto, o Junio Barreto e o Nego Moçambique são repetitivos. Não as faixas, que são inéditas; mas os artistas sim, esses são repetitivos. [Shut the fuck up, E.]